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MATA ATLÂNTICA

Ao chegar ao Brasil em 1500, especificamente no litoral da Bahia, os portugueses ficaram admirados com a floresta densa, com árvores de grande porte que atingiam até 40 metros de altura. Árvores de múltiplas folhagens, pássaros de cores nunca vistas, animais em grande número. Era a primeira visão da exuberante Mata Atlântica...”Todo o Brasil é um jardim em frescura e bosque, e não se vê, em todo o ano árvores nem erva seca. Os arvoredos se vão às nuvens de admirável altura e grossura e variedade de espécies...” (descrição da mata Atlântica pelo Padre José de Anchieta mo documento Informação da província do Brasil para nosso Padre – 1585).

Cobrindo uma longa faixa do litoral brasileiro – do rio Grande do Norte até o rio Grande do Sul, a Mata Atlântica ocupava uma área aproximadamente 1.290.000 km2. Pressionada desde o descobrimento do Brasil pela retirada de madeira, expansão das fronteiras agrícolas e pecuárias e crescimento urbano desordenado; a Mata Atlântica foi sendo destruída e atualmente possui menos de 8% da sua área original, ou seja, aproximadamente 140.000m2.

A Mata Atlântica é considerada pela comunidade científica mundial como um dos conjuntos de ecossistemas mais ricos em diversidade de espécies animais e vegetais do planeta e a segunda mais ameaçada de extinção. Por este fato, em 1991 a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) elevou a Mata Atlântica à categoria de Reserva da Biosfera, sendo hoje uma das três maiores prioridades de conservação do planeta.

A região sul da Bahia, mais especificamente a faixa compreendida entre os rios Jequitinhonha e Contas, conserva a parcela mais significativa da Mata Atlântica do Nordeste do Brasil. As florestas desta região são caracterizadas por árvores altas, com folhas sempre verdes e abundância de epífitas. Um estudo realizado por especialistas da CEPLAC e do Jardim Botânico de Nova York encontrou na fazenda do Secundino, próxima à Serra Grande, 456 espécies arbóreas / hectare, um recorde em riquezas e espécies.

Os recursos naturais existentes na Mata Atlântica também são muito importantes para a sobrevivência de milhares de famílias que moram em seus domínios. O palmito, a piaçava, a madeira, a carne de caça, a pesca, materiais para artesanato e construções, ervas medicinais e outros são produtos utilizados há séculos pelas populações nativas.além destes recursos, a exuberante beleza das paisagens, transformam a Mata Atlântica num endereço certo para o desenvolvimento de atividades turísticas, principalmente o ecoturismo.

Conservar e proteger a singular diversidade biológica da Mata Atlântica representa, acima de tudo, dar oportunidade para que as futuras gerações possa usufruir de todas a possibilidades que este importante patrimônio natural significa, quer sejam econômicos, educacionais, recreativas ou culturais.

LEIS QUE PROTEGEM A MATA ATLÂNTICA

Existem dispositivos nas leis brasileiras que protegem a Mata Atlântica, tanto na esfera federal, como na estadual. Código Florestal, lei 771, art. 2, 3 e 27 de 15/09/1965; e resolução 240 do CONAMA, de 1998.

Porém, na prática, as leis têm-se mostrado bastante frágeis na proteção efetiva da Mata Atlântica. Para que estas leis sejam cumpridas, na maior parte das vezes a participação efetiva de todos na fiscalização e cumprimento das mesmas, porque as florestas existentes no território brasileiro e demais formas de vegetação, reconhecidas de utilidade do meio ambiente, são bens de interesse comum a todos os seres humanos.

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